domingo, 16 de fevereiro de 2014

Olkhon Island 15-02-2014

 A cama parecia um íman, estávamos todos rotos do passeio, mas lá fomos tomar o pequeno-almoço. Surgiu a ideia de ir fazer patinagem no gelo (sugestão da Evellyn), pareceu boa ideia… Descemos para o lago, quando lá chegámos a Catarina nem os patins calçou e voltou para trás, o Jorge tentou mas nem um metro percorreu. Valeu a viagem apenas pela paisagem.

Nem chegaram a aquecer


No fim da "patinagem"

Andar sobre a água

A mula de carga

 Como estava demasiado frio achámos que seria mais vantajoso ir almoçar. Depois de almoço ainda tentámos ir passear até á povoação, mas o vento frio não nos deixou andar mais do que 300 metros.

Rua Principal de Khuzir

Largo de Khuzir

  Devido às baixas temperaturas passámos a tarde na conversa e a fazer uns jogos de ping-pong com os russos. Um dos russos, o Dima (campeão mundial de ténis de mesa) convidou-nos para ir jogar futebol, uma vez que eramos dois portugueses e uma brasileira, mas como nenhum de nós tinha chuteiras acabámos por não ir. Fomos convidados para ir assistir a um coro musical, mas quando chegámos o ensaio já tinha acabado, e por esse motivo o pianista fez uma pequena demonstração.

Demonstração de Piano, pianista Vladimir



 Apercebemo-nos que o Nikita´s Homestead funciona como uma pequena aldeia onde vive quem cá trabalha, e tem tudo o que é necessário, como biblioteca e escola de música. Todos os russos que aqui conhecemos parecem saber musica, tocar piano, cantar e tocar guitarra. Também tem equipa de ténis de mesa com alguns títulos mundiais, o próprio Nikita foi campeão mundial no tempo da URSS. Pormenores que não constam no guia. 

Olkhon Island 14-02-2014

 O que fazer numa ilha tão pequena no meio da Sibéria, sem internet e com falhas na electricidade?! Solução, juntarmo-nos ao único grupo, e fazer a única excursão disponível, que por acaso, era a mais aconselhada. Lá fomos nós então a caminho do Cape Khoboy na ponta mais a Norte da ilha, numa carrinha 4x4 russa que tresandava a combustível, a estrada era quase inexistente e grande parte do caminho foi feito sobre gelo do lago Baikal. O condutor/guia era muito falador, mas só em russo!! As paisagens eram algo de extraordinário, das mais belas que já vimos, e uma impressionante demonstração da força da Natureza. Ficamos com a impressão que as imagens não captam toda a beleza das paisagens. Adorámos!!


O nosso Jipe

Sobre o lago Baikal

No Cabo Khoboy

A deslizar no Baikal

Gelo do Baikal

  Entre os viajantes que por aqui ficaram conhecemos uma brasileira, chamada Evellyn, muito simpática e que está a percorrer o Trans-Siberiano sozinha dado as suas raízes russas, é sempre bom falar português.

Nós com a Evellyn

 Apesar de ser um conhecido ponto turístico na rota do Trans-Siberiano esta zona permanece ainda num estado inexplorado, pelo menos nesta altura do ano.
 Quando chegámos da visita reparámos num Jipe estacionado no parque do Nikita´s onde a palavra Lisbon nos chamou a atenção, tratava-se de uma expedição com inicio em Irkutsk e destino final Lisboa. Incrível!!




 Foi um excelente dia dos namorados, principalmente o almoço romântico dentro da carrinha a comer peixe com uma colher.

Olkhon Island 13-02-2014

 Pelas palavras do responsável do hostel “…you walk to the bus station, its close…”, nós acreditámos, e pelo mapa parecia perto!!! Acabámos por andar durante 1 hora, era de manhã e estavam -24ºC. Chegámos á estação mesmo em cima da hora e completamente congelados (o pão que trazia num saco estava mesmo literalmente congelado), a Catarina tinha os cabelos todos brancos cheios de gelo, nunca sentimos tanto frio. Claro que, como podem imaginar não houve fotos, tive medo de perder algum dedo…
 Dos 70 km que pensávamos que seriam, no mapa medimos mais ou menos 350km (em linha recta) e  grande parte destes foram por estradas num estado lastimoso, a parte mais engraçada foi quando abandonámos a estrada e entrámos numa estrada improvisada sobre o gelo do grande lago Baikal, esta travessia durou cerca de 30 minutos. Outra parte bastante caricata foi a passagem por estradas completamente esburacadas a uma velocidade á qual se circula na A1, a porta da espécie de Mercedes” Hiace” de 15 lugares a dado momento parecia que ia cair!!! Para o almoço parámos numa terrinha situada num vale bastante bonito, aproveitámos para ir á “casa de banho”, um buraco no chão com uma pirâmide de gelo por baixo, e bem decorada que ela estava!!!



 Finalmente, passadas umas belas 6 horas chegámos ao Nikita´s Homestead, onde nos esperava uma cabana bem quentinha. Tivemos ainda tempo para ir passear nas redondezas do Lago, uma paisagem incrível. Onde podemos ver um magnifico por do Sol, e claro tirar umas fotos, até que tivemos de parar porque o dedo do disparador (indicador) deixou de funcionar e fugimos então para a cabana.

A cabana inicial

Margens do Lago Baikal

Lago Baikal junto ás Shaman Rocks

Um belo por do Sol


  O duche não existe, em vez disso temos uma banya, ou seja, uma sauna com púcaros para tomar banho, e água trazida a balde porque as torneiras estão congeladas.

Banya privada

 A janta foi boa e bastante típica e no final fomos surpreendidos por um pequeno espectáculo de música tradicional russa.


Musica russa

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Irkutsk 12-02-2014

  Pois é, agora é que chegámos ao frio. No comboio estavam uns confortáveis 26ºC, quando saímos em Irkutsk estavam -24ºC, ou seja uma diferença de 50ºC. Tivemos sorte porque o Dmitry tinha um amigo á espera dele e teve a amabilidade de nos oferecer boleia, que nós aceitámos de imediato. E sim, os boatos sobre a condução dos russos verificam-se.
  Irkutsk é uma cidade pequena mas muito agradável, é um ponto de passagem para o lago Baikal, para onde esperamos conseguir ir amanha, visto que, se não houver clientes suficientes não há autocarro. Ainda estamos intrigados porque é que para percorrer 70 Km são necessárias 6 horas!!
 Ao almoço provámos uma especialidade do povo buriatico aconselhada pelo responsável do hostel, carne envolvida em massa cozida a vapor, parecido com o que fazem na Mongolia e na China.
 Depois de almoço andámos a passear pelas zonas mais antigas da cidade, bairros típicos e algumas igrejas.
 Quando o Sol se começou a esconder acelerámos o passo até ao hostel, porque por volta das 6 da tarde os termómetros já marcavam uns respeitáveis -17ºC.


Ponte dos cadeados

Rio Angara

Buuza ou Pozy em Russo

Cutlet? Ficamos sem saber o que era

Esculturas de gelo

Rabinho geladinho

Bairro típico

Igreja Católica



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Curiosidades e dicas

-Trazer filmes para o Trans-Siberiano,

- Não colocar papel seco na sanita, pode subir (voar…),

- Trazer rolo de cozinha,

- Rolos de papel, caso se dêem mal a usar papel que é um intermédio entre cartolina e lixa 120,


- Preparação mental para o facto de que o próximo banho só acontecerá quando se entrar no hotel.

Trans-Siberiano, troço Moscovo – Irkutsk

Dia 09-02-2014

 Amanhecer num comboio é muito interessante apesar de ser a segunda vez, da primeira saímos do comboio ainda de noite, neste a viagem será mais longa.
 A vida no comboio passa por comer e dormir, nos intervalos observa-se a paisagem, lê-se o DN com uma semana, ouve-se música, fazem-se umas palavras cruzadas, procura-se o Wally (jogo de computador)!
 A comida, noodles, noodles, e noodles com outro sabor!! Além de noodles, pão, queijo, pate (sobra da outra viagem de comboio), nutella, chocolates, fruta, sumos e muito chá.
 No final do dia conhecemos um russo chamado Alex, muito simpático e falador, apesar de não falar inglês, por linguagem gestual e com umas palavritas escritas num jornal ficámos a saber que tinha 36 anos e já tinha 5 filhos e por coincidência também era engenheiro Civil, especialista em pontes e estradas, alem disso era militar (tinha a farda no compartimento, já com algumas distinções) bastante orgulhoso e compatriota, explicou-nos que era especialista em minas, por gestos demonstrou varias vezes uma cruz com a mão e um gesto de barba grande (ainda bem que fiz a barba antes da viagem). Ficámos particularmente surpreendidos quando levantou a almofada e de lá sacou uma faca, que com muito orgulho nos disse que datava de 1937, com prazer fez uma demonstração de quão afiada estava a lâmina, rasgando uma folha de jornal.
 Fazer o serviço numa poltrona (de inox) que abana e quando acabamos podemos ver a montra antes de o mandar para os carris gelados, é uma experiência diferente.


Noodles e uma caneca de chá
Mais noodles!!


As nossas camas

A sala de estar
Poltrona de Inox


Dia 10-02-2014

 Saímos da cama super tarde, tem sido um verdadeiro desafio saber a que horas andamos, visto que o comboio circula pela hora de Moscovo, mas já atravessámos vários fusos horários. Sabemos que em Irkutsk são 5 horas a mais que em Moscovo e 9 horas a mais que em Lisboa, por isso de vez em quando acrescentamos 1 hora ao nosso relógio.
 Descobrimos uma aplicação no computador para fazer fotos engraçadas através da webcam… O que o excesso de tempo nos provoca…







 E de resto continuámos com a trabalheira do dia anterior…



Dia 11-02-2014

 Mais um dia de árduo trabalho, acordámos mais cedo, pela hora do destino final. Pouco antes do almoço voltámos a ter companheiro de compartimento, na estação de Krasnoyarsk entrou um russo chamado Dmitry que por acaso é de Irkutsk (o nosso destino).
 Acabaram os noodles, tivemos de ir á carruagem restaurante onde comemos umas “especialidades” de frango, estava razoável. Valeu pela cerveja russa, pela pepsi e pelo pão que deu para o jantar com o que restou dos nossos mantimentos.


Refeição no comboio

Refeição no comboio

Zona de fumadores

Passagem entre carruagens

 Depois de uns dedos de conversa, o Dmitry deu-nos algumas dicas do que podemos visitar em Irkutsk, mostrou-nos algumas fotos do Lago Baikal e claro que nós mostrámos algumas fotos de Portugal... 
 Apanhámos vários dias de sol na viagem, ao contrário das cidades, que esteve sempre nublado e a nevar. As paisagens são magníficas, branco a perder de vista, no entanto, algumas estações tem indicação da temperatura, pelo que temos visto ronda os -20ºC. 







 Ultimo dia no comboio, já falta pouco para um banho…

Moscovo 08-02-2014

 Ultimo dia em Moscovo, aproveitando o facto de ser sábado, fomos percorrer as famosas estações de metro, que mais parecem museus, cultura ao preço de um bilhete de metro.


À espera do metro

Parece o corredor de um museu mas não é!

Metro Moscovo


Metro Moscovo

Cada pilar, 4 estátuas de bronze

Tocar no nariz do cão para dar sorte.

Idem

Sim!! É o interior de uma carruagem de metro.

Metro Moscovo

 Depois do metro fomos á procura de um mercado típico, que não encontramos, como já era hora de almoço resolvemos comer umas panquecas russas no Tepemok num centro comercial que era algo de extraordinário. Ainda houve tempo para um agradável passeio á beira do rio, para tirar mais umas fotos.

Centro Comercial super moderno

Teatro Bolshoi, só por fora com pena nossa.

Encontra a sardinha

Moscow River, como vem no guia

Casamento na Catedral de Cristo O Salvador

 E sem darmos conta já era tempo de arrumar novamente a casa e apanhar o comboio até Irkutsk, como não tivemos muito tempo, acabamos por jantar no Макдональдс, e sim sabe ao mesmo, o que muda são as letras em que é escrito.
 Para este troço de comboio (quase 4 dias) tivemos de comprar algumas provisões, logo quando chegou a altura de por as mochilas às costas notámos que o peso tinha aumentado substancialmente, e um caminho que demorou 20 minutos pareceu uma eternidade.

Á espera do comboio na estação Yaroslavsky