terça-feira, 18 de março de 2014

Shanghai 04-03 a 07-03-2014

04-03-2014

 Saímos tarde do hostel, a roupa lavada já era pouca, mas ainda tivemos tempo para ir a um mercado de comida e frescos, onde podemos ver, cágados, sapos, peixes vivos, mariscos vivos, ovos de diversas cores, um mundo de legumes e frutas, uma óptima atracção.








 Almoçámos junto ao hostel num restaurante onde a refeição nos ficou por cerca de 4 euros, os dois. Depois disto fomos até á Praça do Povo passeámos pelo jardim no meio dos arranha-céus, de lá avistámos um arranha-céus muito conhecido o Oriental Pearl Tower, e como já se encontrava iluminado resolvemos caminhar na sua direcção, fomos até ao Bund, que é um símbolo de Shanghai colonial á beira-rio, nesta zona consegue-se observar numa perspectiva bastante colorida a zona de Pudong, centro económico da cidade e uma das paisagens mais fotografadas da China.











05-03-2014

 Acordámos com umas pernas quase novas para um intenso dia a caminhar, começamos por percorrer a East Nanjin Road até ao Bund para uma perspetiva da zona durante o dia, é igualmente impressionante, passeamos nesta margem do Rio Huangpu.






 Como a fome começou a apertar fomos almoçar ali por perto.



 Já reforçados resolvemos ir á parte antiga da cidade onde visitámos o jardim Yuyuan, um refúgio dentro da grande cidade com uma arquitectura bastante interessante, em redor do jardim existe um bazar com inúmeras lojas em casas de arquitectura antiga, muita gente e também muitas casas de chá… Não podemos parar um minuto para olhar para o guia que imediatamente alguém aparece para “oferecer” alguma coisa.













 Esta zona é um verdadeiro contraste com os altíssimos e espelhados arranha-céus da zona financeira.
 E foi mesmo para Pudong que nos dirigimos de seguida, logo á saída do metro o edifício que se destaca é o Oriental Pearl tower em toda a sua imponência.
 Como queríamos ver o Bund do lado de Pudong percorremos o Riverside Promenade para umas fotos ao anoitecer, ao regressar ao metro todos os arranha-céus estavam já iluminados. Uma visão engraçada de tão perto!!







 Para jantar comemos dumpling fritos num restaurante altamente aconselhado o Yangs Fried Dumplings! De uma refeição de 4 euros (para os dois) ainda sobrou comida.




Depois tocou o vitinho e fomos dormir!!


06-03-2014

 Neste dia fomos conhecer algumas zonas da Concessão Francesa, e de facto parece uma Shanghai um pouco diferente, quer ao nível da arquitetura, restaurantes, pessoas.
Inicialmente visitamos a zona de Tianzifang com varias ruas e becos cheios de lojas de arte e design e restaurantes, mas nenhum chinês.








 Almoçamos num food court perto onde nós é escolhemos os ingredientes para o prato, ou melhor, alguidar, muito bom. Mas houve uma inteligência que resolveu ir comprar uma bebida que parecia um delicioso batido, mas a palha de 1cm de diâmetro devia ter dado o alerta, a bebida consistia numa espécie de leite, chá e algo bastante solido, tipo natas. Era uma bebida que dava para mastigar…



 Em seguida fomos até Xintiandi, onde encontramos lojas caras Francesas, nada para o nosso bolso!!
 Antes de voltarmos para o hostel fomos ainda comprar fruta e mantimentos ao food market que ao final da tarde estava cheio de gente a comprar o jantar, mais uma vez pudemos ver cagados, sapos e peixe vivo para venda.
 Por preguiça jantámos pelo hostel e bebemos umas belas Tsingtao´s de 600ml, delicia!




07-03-2014

 No último dia em Shanghai resolvemos ir a Qibao, uma vila pitoresca e histórica perto de Shanghai, que é atravessada por um canal. Por lá passeamos e pudemos apreciar a arquitetura antiga e os becos apenhados de gente e repletos de lojas. Sacámos uma rota pedonal que nos guiou por este labirinto de ruelas, iniciámos a “visita guiada” no templo e pagoda de Qibao.










 Como todos os cantos da China, aqui também havia uma food street muito movimentada, e para nós é sempre uma surpresa, tanto quanto aos produtos que vendem como os cheiros, e acreditem que se os cheiros passassem pelas fotos…




 Como já passava da hora de almoço regressamos ao centro de Shanghai para um almoço/lanche no Yang´s, uns belos fried dumplings.



 Para ajudar á digestão caminhámos até um mercado de falsificações, estávamos com expectativas elevadas, mas foi uma desilusão, quando entramos fomos abordados por vários vendedores, literalmente a agarrarem-nos no braço.
 Demos ainda uma volta, mas a venda era muito agressiva, e praticamente só vendiam falsificações de malas e relógios, como ninguém nos deixava ver á nossa vontade não comprámos nada.
 Nem no mercado de Patpong em Bangkok, que tem falsificações bastante boas, nos puxavam pelo braço.
 Pelo lado positivo ainda houve tempo de caminhar até ao Bund para uma ultima contemplação de uma das mais belas zonas da cidade.





terça-feira, 11 de março de 2014

Xi´an 01-03 a 03-03-2014

01-03-2014

 Durante a manhã aproveitámos para relaxar um pouco, visto que chegámos ás 8 da manhã depois de uma noite no comboio. Depois de um belo banho rumamos á cidade e demos logo de caras com o Quarteirão Muçulmano, zona de forte comercio e restauração, principalmente de rua.





 Aproveitámos para almoçar por lá, num restaurante que pensámos que era pequeno e quando entramos encaminharam-nos até ao 4º andar, tudo muito cheio, de chineses claro! Turistas nem vê-los! A especialidade da casa são dumplings, varias vezes vimos passar autenticas torres de caixas com as deliciosas bolas de massa com recheio.




 Ainda neste local presenciámos algo do qual já tínhamos ouvido falar, as crianças não usam fraldas, ou seja, as calcas tem um buraco e quando a vontade aperta é só agachar ou direccionar para o caixote do lixo mais próximo. Muito pratico!



 Por pura coincidência reencontramos o rapaz israelita com o qual partilhamos dormitório em Pequim, se fosse combinado era difícil!
 Como ainda pensámos que tínhamos pernas atravessámos a cidade para ver a Big Goose Pagoda.







 Ainda tentámos voltar a pé ao hostel, mas acabamos por recorrer a um confuso metro que só tem uma linha, porque o cansaço já era muito. Saímos junto da Bell Tower, já de noite as iluminações eram fabulosas, apesar do cansaço ainda deu para umas fotos. Houve até uma situação engraçada, uma chinesa pediu para tirar fotos com a Catarina, primeiro sozinha e depois com o filho.






 Muitos chineses ficam especados a olhar para nós quando passamos, são muito curiosos em relação aos turistas.


02-03-2014

 Para este dia marcámos uma visita aos famosos Guerreiros Terra Cota, já preparados para partir fomos avisados que a viagem havia sido cancelada. Acabámos por ir sozinhos visto que existe um autocarro directo, a viagem é fácil e acaba por sair muito mais barato. Quando chegámos dirigimo-nos ás bilheteiras, já sabíamos o preço total, pagámos o bilhete com o dinheiro certo, qual não é o nosso espanto quando a funcionária nos disse que faltava dinheiro!! Não sei se dá para perceber mas a ranhosa da funcionária trocou uma das notas, apercebemo-nos de imediato mas nada havia a fazer… Perdemos cerca de 8 euros, a nossa primeira burla.
 Por todo o lado onde temos passado existem avisos sobre os vários esquemas de burla ao turista, temos tentado estar atentos principalmente depois da visita á Grande Muralha da China onde no almoço de um grupo grande de turistas, nós eramos os únicos que ainda não tínhamos sido burlados com as cerimónias de chá. Pelo que percebemos o esquema consiste numa abordagem por parte de um ou uns chineses que falam inglês e pedem para praticar a língua com uma amigável conversa e atraem o turista para ambientes controlados e onde mais tarde sugerem um chazinho, no final a conta vai para o turista que acabou de levar a chazada!! Uma das presentes levou uma chazada de 1700 Yuan, que são cerca de 200 Euros, por um chá… Isto parece estranho mas são profissionais e muito hábeis, alguns dos turistas eram viajantes de longo termo e que já tinham lido sobre este esquema. Temos de estar alerta.



 Depois de termos rugado uma praga á chinesa manhosa entrámos no museu e de facto é um achado incrível, e pensar que foi descoberto com a abertura de um poço. O que é visível impressiona, mas saber que ainda existe muito por desenterrar impressiona ainda mais, é um trabalho arqueológico em curso. No poço principal estão 2000 guerreiros e estima-se que ao todo sejam 6000.











 De notar que todos os guerreiros são diferentes, em muitos pormenores e até nas patentes. Para além de guerreiros existiam também animais e tudo o que era necessário para um exército verdadeiro sobreviver e defender o imperador. Este exercito começou a ser construído quando o imperador tinha 13 anos, porque para eles a vida continua no subsolo, precisando desta forma de um exercito para continuar a governar.



 03-03-2014

 Pequeno-almoço á americana no hostel, soube bem a bela da omelete, há que ganhar energia! Depois do check-out lá fomos nós sem rumo pela cidade, encontrámos uma rua junto do portão sul da cidade com muitas bancas de venda de quadros, pinturas, caligrafia chinesa e lembranças, muita coisa. 



Táxi

 Como gostámos muito do Quarteirão Muçulmano demos por lá mais uma volta para explorar cantos que ainda não tínhamos visto, acabámos por almoçar num restaurante do qual gostámos, isto para experimentarmos um prato que nos deixou curiosos, uma galinha inteira frita. Muito bom.






 No final da tarde apanhámos um táxi para o aeroporto, parecia que não estávamos na China, haviam sítios para sentar, pouca confusão, raramente se viam pessoas a cuspir para o chão. Tudo corria bem até ficarmos confinados num avião com 186 chineses e alguma turbulência, uma viagem de duas horas pareceu uma eternidade. O comportamento de alguns era deveras estranho, parecia que estavam em sofrimento. Houve um que se evidenciou, este esteve quase todo o tempo a fazer o que parecia ser uma dança de acasalamento com o banco 18C, não deu para filmar porque nós estávamos no 21. Só visto!  
 Às 11:25 aterrámos em Shanghai, tínhamos serviço de pick-up do hostel, e assim foi, chegámos ao hostel e o quarto que reservámos não estava disponível, ficámos preocupados, mas afinal fizeram-nos um upgrade para a suite familiar, um quarto com 3 camas em duplex, nada mau.